Sobre o guia

Olá mundo!

Eu no Rio Xingu, PA

Eu no Rio Xingu, PA

Antes de tudo eu gostaria de agradecer a vocês por disponibilizarem uma parte do seu tempo para saber um pouco sobre mim e – mais que – as aves que passaram em minha vida. Vamos lá:

Tudo começou quando eu me formava como guia de turismo pelo SENAC em 2004. Neste curso eu fiz amigos que me induziram a praticar escalada em rocha. E lá fui eu escalar! Durante as escaladas nas montanhas de granito no Rio de Janeiro, me encantavam as bromélias fixadas nas “paredes” e de todo o ecossistema em suas rosetas. Em uma dessas aventuras, decidi que faria faculdade de biologia para estudar bromélias. Comecei o curso de Ciências Biológicas em 2005, nas Faculdades Integradas Maria Thereza, mas a vontade de estudar bromélias não durou mais que um semestre…

A motivação em estudar bromélias acabou quando um gavião pousou no alto do bloco de granito conhecido como Pedra do Urubú, enquanto eu escalava a via “urubunda” (7a), na Urca. Rapidamente eu pedi para que um amigo fotografasse a ave, ainda desconhecida para mim. Dias depois eu estava na biblioteca da faculdade com o livro Observando Aves no Estado do Rio de Janeiro, da Lila Ferrez, e a foto revelada na mão. E bingo! Era um gavião-carijó (Rupornis magnirostris) a ave misteriosa! Durante a identificação do gavião, me encantei com as outras aves de rapina descritas no livro. E foi com esta curiosidade que mergulhei no fantástico mundo das aves!

Eu na ABFPAR com um carcará

Eu na ABFPAR com um carcará.

O fascínio pelos rapinantes me levou ao primeiro estágio com reabilitação de aves de rapina e minha primeira pesquisa ornitológica de campo, registrando os rapinantes no Parque Estadual da Serra da Tiririca (PESET). Sempre acreditei que a pesquisa e a divulgação científica são indissociáveis e por isto elaborei o projeto de Educação Ambiental “Aves de Rapina: quem são, seus papéis e como preservá-las” e o apresentei em diferentes espaços de educação formal e informal.

Após me formar como biólogo, em 2008, realizei trabalhos técnicos em Ornitologia, pelo LabVert/UFRJ, projeto Ilhas do Rio e como consultor ambiental, realizando levantamentos e monitoramento da avifauna em diferentes biomas brasileiros, principalmente na Mata Atlântica. Em 2010 fiz meu primeiro trabalho como guia de observação de aves, sendo minha maior experiência entre 2015 e 2016 ao prestar serviços à REGUA.

Madalena e pesca de galho

Madalena e a pesca de galho

Depois da graduação e de trabalhar “um pouco” como ornitólogo, decidi fazer o mestrado em Biodiversidade e Sociedade na FFP/UERJ, onde busquei entender a construção do conhecimento da comunidade de pescadores artesanais da praia de Zacarias sobre a comunidade de aves da APA de Maricá, em Maricá, Rio de Janeiro, para auxiliá-los na luta contra a especulação imobiliária sobre seu território ancestral, o seu “lugar”. Entre as 241 espécies de aves encontradas e a confirmação da ocorrência da sora (Porzana carolina) no Brasil, muitas lendas, histórias e experiências foram adquiridas neste estudo.

Como dizia meu pai: “-enquanto descansa, carregue pedras!” E foi assim que eu fiz. Enquanto eu não estou trabalhando como ornitólogo, estou observando aves!

Agora começo uma nova história como biólogo, ornitólogo, educador e guia de turismo, oferecendo meus conhecimentos acumulados desde 2006 para atuar como guia de observação de aves na Mata Atlântica brasileira e como Educador Ambiental, utilizando a atividade como ferramenta. As experiências que tive em trabalhos, pesquisas e “passarinhadas” por este brasilzão, me deram a oportunidade de conhecer aves, locais e culturas que eu quero, agora, compartilhar com vocês! Incorporo todos estes conhecimentos na Canindé, criada em 2010 na cidade de Cananéia, litoral sul de São Paulo, por onde ofereço meus serviços como guia de observação de aves e Educador Ambiental.

Faça o seu roteiro de observação de aves na Mata Atlântica com a Canindé! Venha observar mais que aves!