Tour Serra dos Órgãos

Maciço da Serra dos Órgãos

Maciço da Serra dos Órgãos

A região Serrana do Rio de Janeiro, situado a 60 km a nordeste da cidade do Rio de Janeiro, é um dos grandes hotspot de biodiversidade da Floresta Atlântica, sendo considerada uma IBA (Important Bird Area, ou Área Importante para a Conservação das Aves), por abrigar espécies ameaçadas e muitos endemismos da avifauna do bioma. A região teve como destino e percurso de muitos naturalistas desde o século XVIII, como Johann Natterer, Johann B. von Spix, William Swainson, Peter Wilhelm Lund, Emil Goeldi e muitos outros. Seu território abrange desde áreas abertas a campos de altitude, além das fitofisionomias da Floresta Umbrófila Densa, como florestas sub montanas e florestas montanas. Um total de 458 espécies de aves já foram registradas na Serra dos Órgãos.

Grande parte do relevo montanhoso e seus tipos vegetacionais estão protegidos pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO), criado em novembro de 1939, o terceiro Parque Nacional do Brasil. O PARNASO inclui cerca de 12,000ha e alguns dos maiores picos do maciço da Serra do Mar, com altitudes variando entre 145 e 2,263 m. A entrada no PARNASO é permitida antes do horário normal (entre 08:00 e 17:00h) mediante a agendamento prévio e é cobrada a entrada para pessoas entre 5 e 60 anos de idade. Uma taxa única permite o acesso às dependências do PARNASO, incluindo a sub-sede em Guapimirim. Para o acesso a trilha da Pedra do Sino, outra taxa é cobrada. Mais informações sobre o PARNASO.

O Tour Serra dos Órgãos tem duração de dez dias e é dividido em três setores, sendo o o Baixo Serra dos Órgãos abrange as florestas sub-montanas e de baixa altitude (de 50 a 800 metros de altitude) e suas espécies típicas; Alto Serra dos Órgãos, destinado para aqueles que buscam conhecer as espécies das florestas montanas e campos de altitude (acima de 800 metros de altitude),  e; o Além da Serra dos Órgãos tem como objetivo o encontro de espécies das florestas semidecíduas do vale do rio Paraíba do Sul, entre os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Destinos do setor Baixo Serra dos Órgãos:

1° dia: check-in. Para o setor Baixo Serra dos Órgãos, é extremamente recomendado que a hospedagem seja feita na Reserva Ecológica de Guapiaçú (REGUA).

2° dia: Um dia inteiro no Sítio Rosimery e arredores: Situado no município de Cachoeiras de Macacu, possui seu entorno protegido pelo Parque Estadual dos Três Picos e abriga uma das melhores florestas de baixada da região metropolitana do Rio de Janeiro.

Poço-do-Anil

Poço-do-Anil

Durante a trilha do Poço do Anil podemos observar aves típicas das florestas de baixada conservadas, como o surucuá-grande-de-barriga-amarela, o flautim-marrom, trepador-sombrancelha, o beija-flor-rajado, o pinto-do-mato, a araponga, o pica-pau-bufador, o vissiá e a cambada-de-chaves. A facilidade de encontrar o pinto-do-mato e o flautim-marrom são as peculiaridades deste destino!

Duração: meio dia

Dificuldade: fácil a média

 

3°, 4°, 5° e 6° dias:  REGUA: A Reserva Ecológica de Guapiaçú (REGUA) é um dos principais destinos para a observação de aves no Rio de Janeiro. Com mais de sete mil hectares de áreas naturais e reflorestadas em diferentes estágios de regeneração, a REGUA conta com uma rede de trilhas especialmente planejadas para o observador de aves que pensa em mínimo impacto e muitas espécies! Os principais são:

Arapapá / Boat-billed Heron

Arapapá / Boat-billed Heron

3° dia: Alagados e Trilha Marrom: Uma trilha com cerca de três quilômetros, entre mais de cem hectares de áreas reflorestadas e florestas em estágio inicial e intermediário de sucessão, ao redor de um grande lago. Muitas espécies de ambientes úmidos e borda de floresta podem ser encontrados, com destaque especial para o biguatinga, o arapapá, o pato-do-mato, a garça-real, a sanã-castanha, o gavião-pombo-pequeno, o bico-virado-miúdo, a saíra-de-chapéu-preto, saíra-galega e o tiê-sangue. A saí-de-pernas-pretas pode ser observada entre janeiro e junho em bandos mistos com a saí-azul, figurinha-de-rabo-castanho, saíra-de-chapéu-preto e os gaturamo-verdadeiro e fim-fim.

 

Duração: meio dia

Dificuldade: fácil

Cascata da trilha Verde / Green trail Waterfall

Cascata da trilha Verde / Green trail Waterfall

4° dia: Trilha Verde: Outra trilha com três quilômetros no interior de uma floresta sub-montana em ótimo estado de conservação, culminando em uma bela cachoeira. Os diferentes estágios de sucessão da floresta permitem observar desde espécies presentes na borda das florestas até as encontradas apenas em áreas bem preservadas.

O apuim-de-cauda-amarela, a tiriba-de-testa-vermelha, a araponga, o tangará e o tangarazinho, o pintadinho, a choquinha-de-garganta-pintada, o barranqueiro-de-olho-branco, o limpa-folha-de-testa-baia, o capitão-de-saíra, abre-asa-de-cabeça-cinza, vira-folhas, o barbudo-rajado, o cuspidor-de-máscara-preta, a cigarra-verdadeira, o furriel, a cambada-de-chaves, e muitas outras saíras podem ser encontradas. O chibante, espécie vulnerável a extinção e endêmica da Mata Atlântica é um dos principais atrativos deste destino.

Chibante / Shrike-like Cotinga

Chibante / Shrike-like Cotinga

Duração: meio dia ou um dia

Dificuldade: fácil à média

5° dia: Trilha Vermelha: A Trilha Verde continua por mais três quilômetros sob florestas em avançados estágios de sucessão, onde espécies típicas de florestas montanas ou preservadas são encontradas. As espécies-alvo desta trilha são: inhambuguaçu, sabiá-cica, papo-branco, limpa-folha-miúdo, pimentão, patinho-gigante, papa-moscas-de-olheiras. Nesta trilha também se encontra o chibante em sua época reprodutiva (de agosto à dezembro).

Duração: um dia

Dificuldade: médio

Topetinho-vermelho / Frille Coquette

Topetinho-vermelho / Frilled Coquette

6° dia: Valdenor: Mais uma trilha no território da REGUA, onde muitas espécies florestais podem ser encontradas, tanto espécies endêmicas das florestas de baixa altitude quanto de altas altitudes. Devido ao ótimo estado de conservação das florestas, muitas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção podem ser encontradas nesta trilha, como o tovacuçu, o gavião-pombo-grande e o gavião-pombo-pequeno, o benedito, o macuru-de-barriga-castanha, o topetinho-vermelho, o limpa-folha-de-testa-baia, chocão-carijó, o amambé-branco-de-rabo-preto, o piolinho-chiador e a catirumbava. O destaque da trilha Valdenor vai para a choquinha-pequena, espécie endêmica do Brasil e da Mata Atlântica litorânea e vulnerável a extinção pela perda de habitat.

Destinos do setor Alto Serra dos Órgãos:

Saíra-lagarta / Brassy-breasted Tanager

Saíra-lagarta / Brassy-breasted Tanager

7° dia: PARNASO (parte alta): A sede de Teresópolis, a cerca de 1100 m de altitude, possui uma rede de trilhas e estradas entre uma bela e bem preservada floresta montana, tornando o cenário perfeito para a observação de aves. A estrada da barragem tem início no centro de visitantes e segue por três quilômetros, por uma estrada de paralelepípedo, até a barragem do rio Beija-flor. A trilha Cartão Postal, Mozart Catão e do Sino são trilhas entre dois a seis quilômetros de caminhada entre florestas, taquarais e cachoeiras.  Outra atração é a trilha suspensa, uma ponte na altura do dossel florestal com 1300 m de extensão, paralela à estrada da barragem. Toda as trilhas e estradas recebem manutenção periódica, permitindo uma maior segurança durante a caminhada.

Neste destino, aves como o uru, o araçari-poca e o araçari-banana, o rabo-branco-de-garganta-rajada, a tovaca-de-rabo-vermelho, o arapaçu-de-garganta-branca, o joão-porca, o trepador-quiete, trepador-coleira, o limpa-folha-miúdo, o corocochó, a choquinha-de-dorso-vermelho, o olho-falso, o piolinho-chiador, o formigueiro-assobiador, o sanhaço-de-encontro-azul, o sanhaço-pardo e muitas outras espécies podem ser encontradas. Destaque para o alto número de espécies endêmicas do Brasil e da Mata Atlântica, além da ótima estrutura turística desta importante Unidade de Conservação.

8° dia: Pico da Caledônia: Um dos maiores picos da Serra dos Órgãos, com 2257 metros de altitude. Localizado entre o município de Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu e inserido nos limites do Parque Estadual dos Três Picos, o Pico da Caledônia é um dos melhores locais para a observação de muitas espécies endêmicas da Floresta Atlântica, principalmente as restritas as altas elevações. A atividade é conduzida por trilhas e estradas, sendo ótimas para a fotografia e observação.

O gavião-pato, a tovaca-de-rabo-vermelho, o matracão, a borralha-assobiadora, a choquinha-de-bertoni e a choquinha-carijó, o estalinho, a borboletinha-do-mato, o fruxu, o peito-pinhão, o tapaculo-preto, o sanhaço-frade, a tesourinha-da-mata, a saíra-lagarta e a saudade são algumas das espécies que podem ser encontradas neste destino. Destaque para a saudade-de-asa-cinza, espécie endêmica da Mata Atlântica do Estado do Rio de Janeiro e Vulnerável à extinção pela perda de habitat.

Saudade-de-asa-cinza / Gray-winged-Cotinga

Saudade-de-asa-cinza / Gray-winged-Cotinga

Nível de dificuldade: de leve à moderado

Duração: um dia

9° dia: Além da Serra dos Órgãos:

Carmo: No Vale do rio Paraíba do Sul, os raros remanescentes de Floresta Atlântica do interior que sobreviveram aos grandes ciclos econômicos da cana e do café, ainda abrigam espécies florestais como a saíra-ferrugem e o formigueiro-da-serra. Aves de ambientes abertos, como o fogo-apagou, o cochicho, o joão-bobo, a noivinha-branca e a primavera também são observados entre pastagens e áreas cultivadas.

Cuitelão / Three-toed Jacamar

Cuitelão / Three-toed Jacamar

O destaque deste destino vai para o cuitelão, espécie vulnerável a extinção e endêmica das florestas semidecíduas entre o Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

O retorno ao município do Rio de Janeiro pode acontecer no final do 9° dia ou no início do 10°.