Birding Tour Cabrucas, 1° semestre de 2018

Está aberta a chamada para a primeira Birding Tour Cabrucas de 2018, que acontecerá entre os dias 28 de março e 04 de abril! A Birding Tour Cabrucas é um roteiro de observação de aves entre a caatinga dos municípios de Poções e as mussunungas de Porto Seguro, no sul da Bahia, em busca das suas aves, paisagens pitorescas e cultura diversificada.

Nossa primeira parada, no dia 29, será nas matas secas do município de Poções, a cerca de 270 quilômetros do Aeroporto Internacional Jorge Amado (IOS), em Ilhéus, onde chegaremos. Nesta pacata cidade os principais objetivos serão o fruxu-baiano (Neopelma aurifrons), o vira-folhas-cearense (Sclerurus cearensis), assim como as espécies endêmicas dos domínios da Caatinga, como o bico-virado-da-caatinga (Megaxenops parnaguae) e o torom-do-nordeste (Hylopezus ochroleucus). Em Poções iniciará nossa busca pelo ameaçado balança-rabo-canela (Glaucis dohrnii), que ocorre em toda a extensão do nosso roteiro. Nesta etapa da Birding Tour Cabrucas contaremos com a perspicácia do guia local e amigo Mateus Gonçalves, responsável pelo atual conhecimento ornitológico da sua cidade.

A tarde do dia 29 ficará para conhecermos as matas de cipó e caatinga do Lajedo dos beija-flores, já no município de Boa Nova. Entre a bela paisagem formada por orquídeas e cactos-cabeça-de-frade (Melocactus sp.) buscaremos mais espécies endêmicas da caatinga, como o bacurauzinho-da-caatinga (Nyctidromus hirundinaceus), que dorme entre a vegetação do lajedo, e o enigmático gravatazeiro (Rhopornis ardesiacus), endemismo do ecótone entre os domínios da Caatinga e da Mata Atlântica. Além destes, será possível observarmos algumas espécies de beija-flores que visitam as flores do Melocactus que se abre apenas ao entardecer.

Na manhã do dia seguinte, dia 30, continuaremos nossa imersão na árida caatinga baiana e mata de cipó do município de Boa Nova para buscarmos mais representantes restritos a estas formações florestais. A tarde deste dia será para nos deslocarmos para o litoral, precisamente para a cidade de Itacaré. Lá estaremos sob a aconchegante e sustentável hospedagem da Pedra do Sabiá, que tem como princípios estruturais a permacultura, a agricultura orgânica de base familiar e a proteção dos remanescentes florestais como uma Reserva Privada de Patrimônio Natural (RPPN). Quem nos receberá será seu idealizador, o sr Hugo, com uma ótima sopa vegetariana feita 100% de alimentos cultivados e preparados em sua propriedade. Este alimento para o “corpo e alma” nos nutrirá para entrarmos com tudo na densa e úmida hiléia baiana.

O primeiro dia (31) da nossa incursão nas matas úmidas do sul da Bahia será entre os mais de 9 mil hectares do Parque Estadual da Serra do Conduru (PESC), no município de Uruçuca, onde começa nossa busca pelos endemismos dos domínios da Mata Atlântica, como o tangará-rajado (Machaeropterus regulus), a cambada-de-chaves (Tangara brasiliensis), e os ameaçados sabiá-pimenta (Carpornis melanocephala) e choquinha-de-rabo-cintado (Myrmotherula urosticta). Neste local buscaremos pelo capitão-de-saíra-amarelo (Attila spadiceus), papa-moscas que possui distribuição amazônica, mas que na Mata Atlântica possui uma subespécie que é vulnerável a extinção e pode vir a se tornar uma espécie plena, o A. s. uropigiatus. Nas proximidades desta importante Unidade de Conservação iremos em busca do endêmico da hiléia baiana, o rabo-branco-de-margarette (Phaethornis margarettae) com a ajuda do guia local “Macaco”.

A tarde deste dia iremos conhecer a RPPN Rio Capitão, em Itacaré, que conta com uma ótima passarinhada em suas dependências, inclusive com possibilidades de encontrarmos o bandeirinha (Discosura longicaudus), o anambé-de-asa-branca (Xipholena atropurpurea) e a jandaia-de-testa-vermelha (Aratinga auricapillus) que nidifica no local, além de espécies com distribuição nos domínios da Floresta Amazônica que se isolaram no leste brasileiro, como o bico-assovelado (Ramphocaenus melanurus), o poiaeiro-de-sobrancelha (Ornithion inerme), os arapaçus bico-de-cunha (Glyphorynchus spirurus), garganta-amarela (Xiphorhynchus guttatus) e o de bico-branco (Dendroplex picus).

A manhã do dia 01 de abril a passarinhada será nas dependências da RPPN Pedra do Sabiá, onde buscaremos pelo endêmico e ameaçado chorozinho-de-boné (Herpsilochmus pileatus), mais espécies endêmicas da Mata Atlântica e as de distribuição amazônica, como o enigmático cricrió (Lipaugus vociferans). O cricrió é conhecido entre a cultura das cabrucas como capitão-do-mato, pois o hábito de cantar sempre que um grande mamífero atravessa seu território acusava a fuga dos escravos que trabalhavam nas fazendas, alertando os capitães do mato. Dái o pseudônimo local para o cricrió. Nosso almoço será na Fazenda Provisão, em Ilhéus, que nos receberá com uma deliciosa moqueca baiana e com as ameaçadas tiribas-de-orelha-banca (Pyrrhura leucotis) e dos tagarelas xexéus (Cacicus cela) que transitam em torno das dependências da “casa grande”. A tarde deste dia será para nos deslocarmos para o extremo sul da Bahia, na cidade de Santa Cruz Cabrália.

Durante todo o dia 2 de abril a observação de aves será realizada nas dependências da RPPN Estação Veracel, onde realmente começa nossa busca pelo criticamente ameaçado crejoá (Cotinga maculata), que nesta época fica “menos difícil” de ser detectado por estar se esbaldando das frutificações do açaí e do murici, abundantes nas dependências da RPPN. Por lá buscaremos pela maritaca-de-barriga-azul (Pionus reichenowi) e a tiriba-grande (Pyrrhura cruentata). Durante a noite dedicaremos nossa atenção para encontrar o enigmático urutau-de-asa-branca (Nyctibius leucopterus).

O último dia da Birding Tour Cabrucas, dia 3, será na exuberante Mata Atlântica do Parque Nacional do Pau Brasil, em Porto Seguro, onde é comum a presença do aracuã-de-barriga-branca (Ortalis araucuan) e arapongas (Procnias nudicollis), Nesta Unidade de Conservação iremos conferir o ninho da harpia (Harpia harpyja) que está ativo. Se dermos sorte, veremos este imponente gavião em cuidado parental! No Parna existem três mirantes que são muito atrativos para fotografia e observação de aves que ocorrem no dossel florestal, como o furriel (Caryothraustes canadenses) a cambada-de-chaves (Tangara brasiliensis) e o saí-beija-flor (Cyanerpes cyaneus). O dia seguinte será o deslocamento para Ilhéus e o retorno para nossas residências, cheios de espécies novas vividas e histórias para contar.

Você pode conferir como foram as Birding Tour Cabrucas de 2017 aqui: Birding Tour Cabrucas de 2017

A lista consolidada da com as 380 espécies observadas durante a última Birding Tour Cabrucas pode ser conferida aqui!

Para saber sobre os valores e condições da Birding Tour Cabrucas, entre em contato com a Canindé Birdwatching e venham observar mais que aves!